Ano novo, vida nova,

Janeiro é o mês em que prometemos tudo,

Mas tem apenas 31 dias,

Dívidas, cansaço e muitos inícios,

É quase impossível dar conta da lista de desejos.


Mas você sempre promete o que cumpre,

Viagem marcada,

Eu, você e um horizonte com céu e mar azulzinhos.


É sábado,

Ficamos duas semanas sem conseguir nos ver pela correria de trabalho, compromissos,

O tesão e saudade estavam subindo pelas paredes,

Nos encontramos cedo e fomos direto pra viagem marcada no barco com uns amigos,

Não sobrou nem uma horinha pra você me comer no hotel,

Mas vamos conseguir aguentar.


O passeio começa,

Não é uma expedição para conhecer lugares turísticos,

E sim para comemorar, beber, dançar,

Num ritmo calmo e às vezes parado do barco,

Bebida vai, dança vem,

Quando vejo, você dança atrás de mim,

Com o pau roçando na minha bunda,

Sinto que o meu fica duro também e tento disfarçar,

“Para, safado... Eu não aguento essas provocações hoje, não...”,

“Ah não, é? Tá subindo pelas paredes assim?”.

Eu viro para te beijar,

Você me beija com intensidade,

Com uma mão na nuca e outra na cintura,

Do jeito que sabe que eu gosto,

Sinto seu pau duro de novo e você sente o meu,

Minha cabeça só consegue pensar em formas da gente se pegar logo,

Sem tempo pra esperar,

Preciso te comer, logo.


Vamos em direção a cabine aos poucos,

Uns passos,

Um beijo,

E quando vejo estamos dentro de um quartinho apertado,

Com umas malas guardadas e espaço pequeno, mas o suficiente pra te dar,

Você beija minha nuca,

Meu pescoço,

E com uma mão coloca meu pau pra fora,

Começa a bater uma e sussurra:

“Era isso que você precisava né, safado, vou te fazer gozar em alto mar”,

Me arrepio e me excito ainda mais,

Você sabe como me provocar com palavras, toque, tudo.


Eu deixo que você me tome,

Me foda,

Meta com força,

Quero te sentir dentro de mim,

Então vem, rápido, ninguém pode ver,

Quando já estou no ápice do tesão você começa a meter no meu cuzinho,

Eu empino e solto um gemido quando entra,

Você tampa a minha boca,

“Quietinho... alguém pode descobrir”,

Aquilo ao invés de me dar medo, me deixa mais excitado,

Eu empino cada vez mais,

O balançar do mar combinava com cada investida,

E todo aquele ambiente proibido elevava ainda mais o meu tesão,

Gozamos juntos,

Coladinhos,

Nos abraçamos,

Olho pela fresta da porta:

“Tudo ok, ninguém viu”.