“Eu só quero um amor,
Que acabe o meu sofrer,
Um xodó pra mim,
Do meu jeito assim,
Que alegre o meu viver”.
Já cantava Dominguinhos há décadas atrás,
E em pleno 2026 em que o romance nem é mais valorizado, eu me deixei levar,
Apaixonada e vivendo, porque a vida é uma só,
Com pés no chão e coração nas alturas com o meu amor,
Finalmente vou curtir a festa junina ao lado do meu xodó.
Chamei meu namorado pra ir na festa junina da minha família,
Ele amou a ideia, totalmente sociável, ia se dar bem com o pessoal,
Chegamos,
Aos poucos nos envolvemos no clima junino,
Ou, pelo menos, eu embarquei no clima da festa,
Na nostalgia do clima, das comidas, das bandeirinhas,
E na música finalmente ao lado do meu amor,
Aproveito e chamo ele pra dançar,
Ele escondia o jogo, dançava super bem!
Os copinhos de quentão também devem ter ajudado,
Ele me conduzia e eu o seguia, como se a dança não tivesse hora para acabar.
Uma nova música começa,
Um forró,
Ele me puxa pra perto,
Sinto o calor do corpo dele mesmo naquele tempo gelado,
Segura forte na minha cintura, me deixando ainda mais perto, esfregando na perna dele,
Safado,
Que vergonha,
Mas de fato não dava pra ninguém perceber,
Um simples gesto me deixou com tesão,
Lá estávamos nós,
Enroscados, dançando no meio da festa,
Meu rosto bem perto do pescoço dele,
Perfumado,
O suficiente pra me querer fazer tirar a roupa.
“Ai amor... Que tesão, nem deu tempo de transar antes de vir...”
Eu falo baixo no ouvido dele,
“Não aguenta uma sarradinha, não? Amanhã a gente volta e eu resolvo isso...”
Eu dou risada, mas não ia me aguentar,
Eu queria ali, naquela hora mesmo, no perigo, no fogo,
“Vem cá”,
Eu o puxo e aos poucos desviamos das pessoas, pego uma bandeja vazia e entramos na cozinha,
Eu fecho a porta, não tinha ninguém dentro nem nada no fogo,
Sento no balcão, abaixo a minha calcinha e a meia, puxo ele pra perto e sussurro:
“Me fode, João... preciso sentir você dentro de mim”,
Ele fica um tanto surpreso, mas com tesão,
Confere se a porta estava trancada, tira o pau de dentro da calça e coloca minhas mãos nele,
Pra bater uma,
Com a outra mão coloca os dedos entre meus cabelos e me puxa pra um beijo,
Daqueles que parece que vamos nos engolir...
Me arrepio inteira,
Gostoso,
Sabia que ele ia me dar corda,
Eu sinto aquele pau babando e pulsando na minha mão,
Doida pra sentir ele entrando em mim,
Ele enfia dois dedos na minha buceta pra sentir, eu estava toda molhada,
Ele coloca o pau devagar e eu solto um suspiro baixinho no ouvido dele,
Que delícia... era isso que eu precisava,
Não demora muito pra ele acelerar o ritmo,
Nosso corpo colado, beijos e suspiros só deixavam tudo mais gostoso,
“Isso amor, faz a sua mulher gozar escondidinho”,
Escuto alguém chamar meu nome lá fora,
“Melhor irmos embora”, ele diz com medo,
“Não amor, rapidinho, vai, vou gozar”,
Ele acelera ainda mais, eu não podia perder essa chance,
“Vai deixar ela cheinha do seu leite, amor...”,
Ele enlouquece quando digo, mete com força e eu não aguento,
Gozo junto com ele,
Ouvimos bater na porta,
Desço rápido da bancada,
E ele fecha o zíper,
Coloco a calcinha e a meia de volta e sinto ela ensopada com o gozo dele,
Eu estava vermelha, mas tentei disfarçar abrindo a geladeira,
Ele destranca a porta e minha tia entra...
Ufa... ela não percebeu nada de estranho e seguimos a festa,
Mas aquela aventura de São João valeu por junho inteiro,
Mais que um xodó, ele estava a postos pra se aventurar comigo...





