Depois de tanto tempo casada com um homem, me separei e me senti uma adolescente novamente. Tanto nas coisas positivas quanto nas negativas, o frio na barriga de realizar coisas novas e descobrir mais sobre mim mesma se misturava com o medo de tudo dar errado, e ainda por cima de estar vivendo tudo tarde demais...

Mas a verdade é que nunca estamos velhas demais para nada, a vida toda permite que a gente se conheça, reconheça, inove e não me arrependo nem um pouco de viver tudo isso. Vou contar o porquê...

O pós-divórcio tem sido um misto de desilusões e descobertas gostosas, o meu veio com a redescoberta da minha sexualidade de brinde. A vontade de ficar com mulheres tomou conta de mim, e mesmo me sentindo atrasada em plenos 30 e poucos anos, eu não podia fazer nada que não fosse realizar este desejo...

Como eu chegaria nela? Será que ia saber fazer tudo? Será que de fato eu ia gostar da coisa? Eram apenas algumas das dúvidas que tomavam conta da minha mente, mas que se dissiparam aos poucos depois que conheci a Cleo.

Conheci Cleo no aniversário de uma amiga em comum, em um restaurante. Ela sentou ao meu lado, é charmosa, elegante, talvez até um pouco metida, mas eu me arrepiava a cada movimento dela... Tem por volta de 40 anos, o que passava um ar de maturidade e poder quase irresistível. Começamos a conversar sobre a vida, até eu descobrir que ela também gosta de yoga, a desculpa perfeita para pedir o contato dela e quem sabe começar a conversar.

Depois disso, começamos a nos conhecer melhor. Conversas sem fim sobre a vida, e ao menos da minha parte um encantamento por ela, estava ansiosíssima pra saber se ela me queria também e sem saber como mostrar meu interesse... Parecia minha primeira vez flertando.

Um dia soltei que precisávamos nos ver pessoalmente, que o papo não cabe no WhatsApp... Ela concordou e fomos a um barzinho, o melhor lugar para evitar entrar na friendzone.

Finalmente chegam as 20h da sexta-feira, eu estava sentada esperando-a chegar, disfarçando a ansiedade, até que ela chega com um vestido preto, jaqueta, mas com as pernas e decote à mostra. Ela estava deslumbrante. O vestido valorizava suas curvas, e eu mal conseguia disfarçar o quanto a achava atraente. Cabelo escovado que voava com o vento e um perfume encantador.

Ela me abraça, me arrepio de senti-la por perto durante aqueles segundos e depois senta ao meu lado. Pede um drink para cada uma e começamos a conversar, eu tento ficar natural, mas só consigo pensar em que momento seria o ideal para tentar beijá-la, e se ela realmente vai querer isso. Até que ela apenas solta:

- Você já ficou com mulher antes?

Perplexa, quase paralisei na pergunta, mas respondo, tímida:

- Não... Mas admito que tenho muita vontade. E você?

- Hum... Eu já, melhor coisa viu, não tem como explicar, só sentindo mesmo.

- Quem sabe um dia alguém me mostra.

- Eu mostraria... se quiser, claro.

Me surpreendo com a iniciativa e me aproximo dela sem pensar muito, ela emaranha a mão na minha nuca, segurando de leve meu cabelo, eu sigo o movimento, coloco uma mão na cintura dela e outra no ombro. Nossas bocas finalmente se tocam, macias, se encaixam naturalmente, num beijo que não queria que acabasse nunca.

Logo me sinto molhada, ela beija também meu pescoço, passando as mãos pelas minhas costas... Que delícia, não quero que isso acabe nunca. Mas obviamente estávamos em um bar, paramos um pouco e nos olhamos. Eu solto um sorriso e digo:

- Que delícia... Queria mais...

- Humm gostou? Eu amei, não parece ser o seu primeiro beijo em uma mulher.

Me aproximo para beijá-la novamente, com mais segurança, entrelaço minhas pernas nas dela, com corpo colado, sentindo os seios esfregarem nos meus por cima da roupa que os nossos perfumes se misturarem. Beijo-a como se tivesse a devorando, ela segura a minha bunda, me aproximando ainda mais... Não sabia como, mas queria me esfregar nela... Não poderia ser ali.

Nos afastamos de novo, rindo e com tesão explodindo.

- Meu filho está com o pai hoje, se quiser ficar um pouco comigo em casa...

Aceito sem pensar muito, ela mora lá perto então nem demorou tanto para chegarmos.

Chegamos, ela abre a porta, tiramos os sapatos e nos encaramos, ela me encosta na parede e começa a me beijar... Tira a minha camiseta e sussurra no meu ouvido enquanto coloca minha mão por baixo do vestido dela.

- Vou te fazer matar essa sede por mulher, ela está molhadinha pra você...

Que tesão, me assusto um pouco pensando se ia saber como fazer, mas só quero continuar a saborear cada parte dela... Sinto a buceta dela molhada e quente por cima da calcinha, ela ensina o movimento e começo a massagear o clítoris dela por cima da calcinha dela mesmo, ela rebola na minha mão, com a outra aperto um seio dela e me sinto cada vez mais molhada, que delícia.

Nunca senti algo assim com homem, um desejo que me possuía, prazer por tocar e ver cada parte do corpo e vontade de querer cada vez mais... 

Em seguida vamos pra cama no quarto dela, ela me fala pra deitar, vem por cima de mim e diz:

- Fica tranquila que dessa vez posso fazer tudo, viu?

Ambas nuas, ela desliza o corpo todo sobre o meu, os seios balançam sobre meu corpo e eu solto um gemido de tesão apenas de sentir a pele dela. Ela afasta minhas pernas e encaixa a buceta em cima da minha, começa a rebolar e se esfregar, uma sensação gostosa que nunca tive na minha vida. Solto um gemido e ela acelera, agarro o corpo dela com as unhas, as costas e a bunda, me sinto derretendo de prazer até que o orgasmo vem... e ela goza em seguida.

Esse foi só o começo de muito prazer com a Cleo, aos poucos me senti cada vez mais segura para vivenciar a minha sexualidade, e sim, foi o meu momento certo.