Nua, parada na minha frente,

Cabelos soltos, longos, pretos e lisos,

A única coisa que veste o seu corpo além das tatuagens,

Do perfume,

Do tesão e do amor,

Quase que em forma de eletricidade te envolvem.


Você me encara,

Insana,

Longe de ser puritana,

Quer se fundir, me engolir, se entregar,

Tudo ao mesmo tempo,

Eu não hesito, você sabe,

Sou fácil de convencer,

Deixo que meu corpo se aproxime num abraço,

Que se entrelaça em você,

Antes de te mostrar, você dá um leve puxão no meu cabelo,

Como quem mostra quem manda,

Eu me arrepio, te querendo ainda mais.


Seu corpo é o paraíso que quero mergulhar,

O mar que navego, me deixo surfar nas ondas altas,

Assim como aproveito o ritmo das leves marolas,

Deitar contigo na cama é não querer sair mais,

Sem saber por onde começar, nem terminar,

Querendo saborear cada centímetro de você.


“Me agarrei em seus cabelos, sua boca quente pra não me afogar

Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar

E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer

Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer."

(Eu que já não sei quase nada do mar)


Lambuzo cada parte do seu corpo,

Sua boca, seu pescoço,

Seus seios, que aperto e mamo,

Sua barriga,

Pernas, pés,

E quando chego na sua buceta, está molhada,

Como um rio,

Que flui cheio,

Pedindo para desaguar na minha boca,

Eu obedeço e bebo,

Desenho com a língua, suavemente e te sinto estremecer.


Com meus seios, pincelo seu corpo,

Deslizando suavemente,

Até nos encaixarmos,

Ambos os rios,

Vulvas molhadas,

Se esfregam enquanto não tiramos os olhos uma da outra,

Eu não tenho pressa,

Dançar no seu corpo é pura diversão,

Não pararia nunca,

Mas algo em mim pulsa, cresce e pede pra explodir,

Em voz, tremor, gemido,

Gozo,

Seus olhos reviram junto com o meu,

Juntas chegamos ao ápice,

O começo de uma noite,

Um trecho da nossa história,

Mas um infinito onde quero morar.