Desde que consegui um trabalho home office, tive a certeza que morar no interior era pra mim, já estava casada, não pretendia ter filhos, não precisava mais sobreviver na correria de São Paulo. Foi aí que, depois de muita pesquisa e conversa, decidimos nos mudar para a cidade de Águas de São Pedro, uma casinha tranquila num condomínio fechado, pra viver a paz que tanto sonhamos e construímos juntos.
Nos mudamos durante a semana e arrumamos o mínimo necessário para cozinhar e dormir. Na manhã de sábado enquanto arrumávamos o quintal, apareceu um casal de vizinhos, Jade e Ruan, e começaram a conversar com a gente. Aparentavam ter idade próxima à nossa, uma mulher loira, elegante, alta e um marido de cabelos castanhos um pouco mais baixo, ambos com corpo forte, aparentando que pegavam pesado nos treinos.
Com o passar dos dias começamos a criar uma boa relação com eles, almoçamos na casa deles um dia e eles estavam nos ajudando a nos habituar à cidade, vizinhos, comércio, enfim, entender esse novo jeito de viver que estávamos descobrindo.
Certo dia, eu estava plena no meu horário de almoço e uma barata entrou em casa. Começo a gritar, até que ouço a campainha tocar, era a Jade:
- Tá tudo bem? Ouvi os gritos e vim correndo...
- Aii desculpa, é só uma barata... tudo bem.
- Ahh imagina, conseguiu matar?
- Na verdade eu a vi entrando no quarto e não tive coragem de ir atrás...
- Vou te ajudar!
Ela pede licença e procura a barata, eu vou atrás, fico parada na porta, ela consegue matar e jogá-la fora. Eu me aproximo enquanto ela acabava de lavar as mãos no banheiro e agradeço, digo que não queria incomodar:
- Imagina Rô, eu tô aqui para o que precisar. Não custa nada, é só me chamar!
Ela diz olhando no fundo dos meus olhos, de perto, já que estávamos ambas no banheiro. Acho que eu nunca tinha ficado tão perto dela assim... O suficiente para sentir o perfume ambarado, frescor de quem acabou de tomar banho, seios fartos soltos dentro da camiseta regata, rosto sem maquiagem, mas dava pra notar o quanto a pele é macia, um olhar que me penetrava e lábios que me hipnotizavam a cada palavra que ela dizia.
Quando noto essa aproximação me assusto, nunca fiquei com ninguém depois do meu marido, obviamente, mas também nunca mais tinha me sentido tão atraída por alguém depois de casar... Já que a nossa relação já não se baseava mais no toque físico fazia tempo. Senti um calor que não sentia há anos, uma atração natural que nos aproximava.
- Calma... Tá tudo bem, só tem você e eu aqui – ela diz colocando uma mecha de cabelo meu atrás da orelha.
Sem nenhuma noção ou juízo na minha mente eu relaxo, permito que ela me toque, e ela aproveita a oportunidade, parece que a improbabilidade disso acontecer, além de ser proibido, tornava tudo mais emocionante.
- Como você é linda, mesmo com todo nojo e medo da barata que acabou de sentir – ela diz e solta um riso, me observa num olhar que percorre meu corpo, meu rosto e para exatamente na minha boca.
Não resisto, deixo que meus lábios se aproximem vagarosamente, a ponto de sentir a respiração uma da outra até deixarmos que eles se fundam. O beijo começa como uma descoberta e flui para algo intenso, com toques que começam na nuca e ombros, depois descem pelos quadris e apertam os seios.
Quero me fundir, devorá-la, me entregar, tudo ao mesmo tempo, sinto minha buceta molhada, quase doendo de tanto tesão. Ela afasta o cabelo de uma das minhas orelhas e fala:
- Relaxa que esse vai ser nosso segredinho.
Minha pele se arrepia por completo, consinto e a beijo ainda mais, ela tenta arrancar minha roupa e eu a dela, aos poucos tiramos tudo e deitamos na minha cama. Ela se deita e eu vou por cima, beijando com calma os seios dela, apertando, e suspirando de tesão, desço beijando a barriga dela até chegar na buceta. Vou com calma, entendendo como ela gosta, ela se contorce, esfrega ela na minha cara, safada.
- Não sabia que era tão boa nisso... Mas vem cá, vamos esfregá-las, gostosa.
Eu tiro a calcinha e ela também, sinceramente, nem lembrava se já tinha feito isso com alguma mulher antes, acho que não... Me posiciono, ela me ajuda, em certo momento sinto os nossos clítoris se encostarem, que tesão, uma excitação única que é impossível descrever, só não dava mais vontade de parar, nos esfregamos cada vez mais, ouvimos o barulho do atrito delas, molhadas e inchadas. Eu rebolo na buceta dela, enquanto ela aperta os meus seios, o ritmo acelera e como um vulcão em erupção, gozamos juntas.
Deitamos lado a lado, sorrimos, um misto de timidez e prazer, ela passa a mão pelo meu corpo enquanto me olha, parecia não ter medo do perigo, isso me dava coragem também.







