A época de faculdade sempre deixa boas lembranças,

Mas essa me faz suspirar só de pensar...


Na mesma sala que eu, entrou o Gui,

Um pouco mais velho,

Do tipo rústico, sabe?

Barba, cabelo cheio, olhar marcado,

Um corpo gostoso e perfumado que me arrepiava...

Mas,

Hétero,

Infelizmente,

Então desde sempre tive noção que ele faria parte apenas das minhas fantasias,

E tá tudo bem! Nem tudo é como queremos, faz parte.


Eu não tinha problema em entender os limites dos caras,

Ainda mais dos héteros que realmente não tinha o que fazer,

Mas ele parecia me provocar,

Não é possível...

Sentava sempre do meu lado,

Quando pegávamos ônibus sempre rolava uma mão boba no meu corpo “sem querer”,

E fazia piadinhas dizendo que me pegaria se não fosse hétero quando estava bêbado...


Um dia descemos pra pegar alguns aparelhos no estúdio,

Entramos no meio das prateleiras de equipamentos,

De repente a luz apaga,

“Não se mexe pra não derrubar nada, logo deve voltar”,

Ele tateia o ar, tentando descobrir onde estou,

Quando ele encosta sinto as mãos geladas, quase trêmulas do susto que tomou,

“Calma cara, logo volta rs”,

Ele não diz nada, mas sinto ele se aproximar,

O perfume dele é viciante,

Me embriaga ainda mais no escuro,

Ficar próximo dele é irresistível mesmo sem conseguir vê-lo,

Toco os braços dele suavemente e devagar,

Os dele se encaixam na minha cintura num abraço,

Não sei o que está acontecendo, mas continuo em silêncio,

Sinto a cabeça dele encostar no meu ombro,

Ele realmente me abraçou e apoiou a cabeça em mim,

Logo levanta a cabeça e sinto a respiração dele no meu rosto,

Nossos rostos se encostam devagar,

Até que nos beijamos,

Um beijo intenso, de quem guardava essa vontade há tempos,

Nos agarramos entrelaçados,

Meus braços ficam em volta do pescoço dele,

E ele desce a mão da minha cintura e aperta minha bunda.


Realmente, estava acontecendo,

O gostoso, até então hétero, da minha turma estava me devorando no escuro,

O sabor do desejo guardado por tanto tempo é mais gostoso,

No meio do beijo pego a mão dele e passo pelo meu pau,

Pra ele sentir duro,

Ele aperta,

“Me mama então, safado!”,

Abro o zíper e coloco a mão dele no meu pau que já estava babando,

Ele se abaixa e começa a me chupar,

Um pouco atrapalhado pelo escuro,

Mas logo se posiciona e coloca ele todinho na boca,

Sedento,

Apertando as bolas com os dedos,

Eu estava explodindo de tesão com ele me mamando,

Queria ver a cara dele,

Mas não poder ver também aumentava a adrenalina,

“Gostoso, assim mesmo, continua...”

Vejo que ele estava empenhado e aproveito para segurar a cabeça dele, ajudando no ritmo,

Eu não estava aguentando, precisava gozar,

“Posso?”

Ele me chupa ainda mais forte quando pergunta,

Eu gozo instantaneamente,

Ele bebe tudinho.


Ele levanta e vem por trás,

Apertando a minha bunda e esfregando o pau dele que estava duro,

Eu empino, doido pra saber se ele sabe comer direitinho,

Mas a luz volta bem na hora,

Ouvimos passos se aproximando,

Nos arrumamos e fingimos estar procurando algo nas prateleiras...