Um conto pra quem está cansada de histórias de princesas frágeis que passam a narrativa toda em busca de um homem ideal, que reprimem o próprio tesão e obedecem às tradições de família. Pegue seu vibrador, permita-se despertar a deusa que há em você e embarcar nessa viagem sáfica de prazer.
Eu sempre soube que havia algo diferente comigo, sempre achei o cabelo das mulheres mais brilhantes, a pele tão viçosa, o olhar incrivelmente hipnotizante, os seios atraentes... Ah, e quando elas dançavam! Soltas, livres, pareciam um encantamento mesmo sem usar nenhuma magia... Mas ter crescido aqui no reino, afastada de tudo, me impossibilitou de entender melhor sobre mim mesma, demorei pra descobrir que não precisava gostar de homens, não se eu não quisesse, que eu podia beijar, transar, amar e me deliciar com as mulheres que sempre admirei, caso elas também quisessem.
Era noite de baile, e mesmo que não seja mais como antigamente, com o puro objetivo de encontrar um marido, essa ideia estava na cabeça dos meus pais e eu fingi não ligar, não saber, não me importar. Afinal, eles não me obrigariam a mais nada, nem que eu precisasse sair do reino e nunca mais voltar!
Não era só no meu interior pulsava essa vontade de viver como quero, uma certa rebeldia, eu também transmitia isso nas minhas roupas, como no vestido do baile que insistiam que fosse tradicional, mas decidi personalizar o meu e deixar com o meu toque especial.
Esperei pra descer do quarto quando a maioria das pessoas chegaram, para me perder no meio delas e fugir um pouco da minha família. Homens velhos, jovens, ricos, altos e baixos me encaravam vez ou outra, mas eu fingia que não via. Pegava um petisco ali, uma taça de vinho aqui e ia atrás das minhas amigas.
Até que me deparo com uma mulher que nunca tinha visto, com vestido mais simples, sapatilha, não se rendia ao salto, cabelos cacheados presos em um penteado com mechas soltas, pele cor de chocolate, um decote que chamava atenção, mas não de forma vulgar. Nossos olhos se encontraram de forma tão natural que chegava a ser constrangedor, ela tenta descontrair, segurando o vestido com as duas mãos e abaixando a cabeça, num gesto de cumprimento que já não usávamos mais, eu dou um sorriso e digo:
- Prazer, me chamo Ísis e a senhorita? – digo estendendo a mão, ela coloca a mão e a beijo.
- Quanta gentileza, prazer Ísis, meu nome é Luna.
A partir daí começamos a conversar, mas não era uma conversa qualquer, cada vez eu estava mais envolvida naquela voz, naquele olhar que mergulhava em mim, naquele perfume de baunilha que me envolvia, em tudo que me fazia querer sentí-la com a minha própria pele. Mas era difícil afirmar se ela sentia o mesmo ou se era pura idealização das minhas vontades...
Decido a chamar pra dar uma volta, andamos pelo jardim próximo ao castelo, todas as flores mais lindas estavam ali, girassóis, rosas, lírios, tudo deixava o que eu estava sentindo ainda mais colorido. Certo momento nós paramos uma de frente para a outra, próximas, o suficiente para sentir o ritmo da respiração dela, ver os fios de cabelo balançando com o vento e a vontade de tocá-los quase ebulir dentro de mim. Não me aguento e pergunto:
- E você, já está comprometida com um noivo?
- O que? Eu? Imagina, homens nunca foram a minha praia. – Ela diz, mas depois sorri para baixo um tanto envergonhada por ter acabado de ser direta demais.
Eu amei o jeitinho sincero e fico aliviada, mas ainda mais na adrenalina para beijá-la. Vejo uma flor cor de rosa atrás dela, pego e dou pra ela.
- Combina com você!
Ela agradece e fica me encarando, literalmente mergulhando no meu olhar, eu não resisto, me aproximo do rosto dela e a beijo, segurando o rosto dela com as mãos, tão macio, delicado, depois desço uma mão para a nuca. Aqueles lábios macios me faziam vontade de não parar de beijá-la nunca, sinto a apertando minha bunda, me puxando pra perto e vejo o quanto ela me desejava assim como eu.
Desço o beijo para o pescoço, ombros, com leves mordidas, sinto vontade de beijar também os seios e arrancar aquele vestido. Olho ao redor e não vejo ninguém próximo, entrelaçamos nossas pernas e começamos a esfregar a buceta, me dá uma vontade louca de senti-la por dentro. Paro um instante, coloco meus dois dedos na boca dela e pergunto:
- Posso?
- Por favor! – Ela diz como quem pede pra ser fodida.
Coloco delicadamente minha mão por baixo do vestido dela, arrasto a calcinha pro lado e enfio dois dedos, ela estava muito molhada, que tesão, me arrepio e sussurro no ouvido dela:
- Vem comigo.
Levo-a ao meu quarto, despistando das pessoas do baile, por sorte não tinha quase ninguém perto da escada. Abro a porta do quarto, tranco com chave, fecho as cortinas, acendo o abajur e apago as luzes, agora o momento é nosso e ninguém pode impedir.
- Você é maravilhosa, sabia? Quero cuidar de você essa noite.
- Sorte a minha de ter conhecido você, quer me cuidar como?
- Do jeito que uma deusa como você merece.
Ela vem em minha direção e me beija, eu abaixo a alça do vestido para ela entender que eu a queria nua, ela me beija ainda mais forte, quase me engolindo, acelerando o ritmo cada vez que sente mais a minha pele na dela. Tiramos os vestidos com pressa e o tesão pulsando dentro de nós, um sorriso quase constrangedor, mas uma vontade imensa de aproveitarmos cada segundo dessa sensação.
- Sente-se na cama. – peço.
Ela olha fixamente nos meus olhos quando digo, com olhos que quase me constrangiam de tão profundos, dá passos para trás sem tirá-los de mim, pelo contrário, eles descem secando meu corpo. Ao chegar na cama ela se senta, coloca os dois braços para trás, apoiando-os, ainda me encarando, até que abre vagarosamente as pernas e com uma das mãos, passa os dedos na buceta, o líquido que dela saía molha os dedos, dá pra ver de longe, ela sabe, os chupa e coloca a mão para trás novamente.
Eu arrepio de tesão e vontade de devorá-la, me aproximo e me ajoelho diante aquela deusa, pego um dos pés dela e começo a beijar, sem pressa a língua e o beijo traçam caminho pela perna até chegar à coxa, faço o mesmo com a outra perna e chego de novo perto da buceta.
Minha língua contorna a buceta dela, mas a deito e beijo a barriga, até chegar nos seios, aperto um enquanto mamo o outro, como quem chupa manga doce que acabou de cair do pé, ela revira os olhos de tesão, ali me demoro e sinto vontade de me derreter nela. A beijo e deixo nossos seios se encostarem, esfregando-os e aumentando cada vez mais a vontade de nos fundir. Desço finalmente para a buceta, lábios carnudos, inchados, com líquido escorrendo, coloco dois dedos e os movimento devagar, enquanto minha boca chupa com calma o clítoris.
Ela indica a força e a direção com as mãos na minha cabeça, pede mais forte e mais rápido, eu acelero e sinto minha buceta molhada de tanto me deliciar.
- Tá gostando do sabor, né? Chupa mais forte então... isso...
Acelero e ela esfrega cada vez mais a buceta na minha cara, até que goza, eu paro com meus lábios nos dela, enquanto ela desacelera os movimentos.
- Vem cá, meu corpo precisa do teu. – Ela me puxa pra cima dela, encaixando nossas pernas, encostando uma buceta na outra, que molhadas deslizam.
Eu rebolo por cima, ela revira os olhos. O tesão ultrapassa a minha buceta e explode pelo meu corpo, elas molhadas, nosso corpo quente, pele macia, as reações dela, cada detalhe era perfeito, prazer que não dava pra descrever, só queria me fundir e não parar mais. Nosso orgasmo vem como um vulcão em ebulição, choque, faísca, depois ficamos entrelaçadas, nos olhando e admirando.
Aquela noite ela foi a minha deusa, e eu soube que era assim que eu queria viver, sendo livre e amando outra mulher. Na história da minha vida a princesa encontra outra para amar.






