Ouço tanta gente reclamando do que faz,

Eu, de fato, não conseguiria trabalhar com algo que odeio,

Claro que nem toda matéria do curso é tão boa,

Ainda mais as que são difíceis,

Mas mesmo a sim as acho encantadoras.


Fazer arte no Brasil é difícil,

Disseram e sempre dizem, nunca discordei,

Mas cá estou eu, cursando arte e sendo feliz com o meu sonho.


O trabalho deste semestre é realizar uma pintura inspirada na era renascentista,

Com nudez e uma modelo para posar,

Fiquei empolgada, apesar de tensa de ser uma situação inesperada.


Chegou o esperado dia de fazer a pintura e a modelo chegou,

De roupão, um pouco tímida,

De cabelos claros, longos e volumosos,

Pele com tatuagens,

Corpo com lindas curvas, sinuosas.


Ajudei-a a se posicionar no estofado,

Enfim comecei a pintura,

O corpo que estava retraído ficava cada vez mais leve, seguro, sensual,

Cada traço que eu tentava reproduzir a admirava cada vez mais,

Ela e a pintura pareciam se misturar,

Um ciclo longo, mas hipnotizante,

Quando percebo estava quase em transe,

Envolvida no prazer de admirá-la,

Os ombros, os glúteos, os seios...

Uma força me fazia querer levantar e tocá-la,

Sentir o calor da pele dela, o cheiro, o ritmo...

Mas eu não podia, eu tinha que ser profissional.


Ela pede uma pausa e eu cedo,

Como num impulso me aproximo dela e pergunto se precisa de ajuda,

Ela diz que não,

Mas logo para e me encara,

Como se algo nela quisesse dizer que sim pra mim.


“Bem, eu vou pegar um café pra nós, açúcar?”,

Pergunto para quebrar o gelo e ela agradece,

Eu levo e tomo ao lado dela,

Não falamos muito,

Mas havia um silêncio gostoso entre nós,

Em um dos goles que ela dá um lado do roupão cai do ombro,

Eu arrumo e ela levanta a mão no mesmo instante, tocando na minha,

Nossos olhos se encontram e talvez ela tenha percebido ali,

O quanto nossas peles queriam ser tocadas,

Deixamos o café de lado e nos beijamos,

Sinto o corpo dela no meu, que também queria estar nu,

Me senti totalmente extasiada, beijando uma deusa,

Corpo macio, eu tocava cada parte, ombros, costas, bunda,

Ela tentava tirar a minha roupa.


Eu paro e tranco a porta,

Digo que não poderíamos demorar muito pra ninguém suspeitar,

Ela olha com cara de inocente,

Eu não resisto, tiro a roupa também e a beijo ainda mais,

Nossos seios se esfregam,

Minha buceta quase doía de tesão de senti-la tão perto assim.


“Deite, deusa”,

Eu digo e ela consente,

Deita no mesmo lugar em que estava posando,

Agora apenas para o nosso prazer,

Ela sabia bem como provocar,

Ao se deitar as mãos passeiam pelo próprio corpo,

Eu subo em cima dela e começo a beijar cada parte do corpo,

Pernas, braços, barriga, seios, boca,

E por fim, a buceta,

Já estava molhada,

Pergunto se ela queria dois dedos e os deslizo devagar

Ela solta um gemido e eu faço sinal de silêncio,

Começo a chupar enquanto meto os dedos nela devagar, mas com precisão,

Ela se contorce, eu sinto minha buceta pingar, suspiro de senti-la assim,

Acelero o ritmo e logo ela chega ao orgasmo,

Contendo o gemido e esfregando a buceta na minha cara.


Fazia tempo que não sentia tanto tesão,

Sem que eu esperasse, ela levanta logo e me empurra para que eu deitasse no lugar dela,

Encaixa nossas pernas,

Nossas bucetas se encostam, esfregam,

Que gostosa...

Nem sabia que ela teria atitude de subir em cima de mim assim,

Ela apoia as mãos atrás de mim,

Com os seios na minha cara,

Rebola, morde os lábios, se delicia em mim,

Agora sim entro em transe de prazer,

Sinto o ritmo aumentar cada vez mais,

Nos movimentamos em sincronia, como se fôssemos uma só,

Logo o orgasmo vem,

Como uma onda de prazer e nos abraçamos,

Aguardando o ápice acalmar e retomar o fôlego,

Eu tinha acabado de encontrar minha musa inspiradora.