Começar a morar sozinho pode ser solitário de certa forma, mas também é ter portas abertas para aventuras que podem ser inesquecíveis (seja de forma negativa ou positiva).
Descobri que tinha um vizinho gatíssimo, mas demorei muito pra saber qual era o apartamento dele. Sempre o via sem querer e não conseguia arrumar um papo interessante na hora, ele realmente me dava gay panic.
Um dia fui pegar uma encomenda e o vi na porta, uma garotinha corria pra abraçá-lo “papai, que saudade!”, fiquei chocado de saber que o cara é pai! Pra mim ele era muito gay. Agora além de tudo devia ser casado, meu crush por ele estremeceu, mas eu sabia que não era o nosso fim...
Precisei passar uns dias na casa da minha mãe e não sabia quem podia cuidar dos meus gatos, comentei com o zelador e ele me indicou, quem? Ele mesmo, o pai mais gato do prédio. Era bom mesmo que acostumasse com a casa que ele poderia frequentar com mais frequência...
O zelador me passou o apartamento dele e entrei em contato pelo interfone mesmo, ele me passou o Whatsapp e por lá combinamos um dia pra ele conhecer os meus filhinhos e ver onde ficam as rações e afins. Juro que evitei demonstrar qualquer tipo de interesse além dessa ajuda.
O único horário que ele podia e eu também era uma sexta à noite, então lá estava eu, lindo, cheiroso e pleno pra receber o cuidador de gatinhos. Ele entrou e eu tinha que me lembrar a todo instante dali em diante que aquilo não era um date, que era tudo o que eu queria. Mostrei os gatos que o amaram e tudo que ele precisava saber pra cuidar deles.
Quando acabei vi que ele ficou meio perdido e falei que ele podia sentar, não era nada demais oferecer conforto pro querido. Ele se senta e comenta sobre meus vinhos que estavam na estante, a deixa perfeita pra ele dar uma relaxadinha ao meu lado... Ofereço um deles, abro e começamos a tomar.
Começamos a falar sobre a vida e entendo que ele é um pai solteiro, agora se ele se relaciona com homens... Não dava pra saber... Volto ao assunto dos gatos e agradeço, falo que queria retribuir de alguma forma a ajuda... Ele fica sem graça, fala que faz de coração, mas deixa algo subentendido:
- Imagina, juro que não será nenhum incômodo! Mas enfim, se quiser retribuir...
Olho pra cara dele tentando entender... Ele fica parado pensando, olha pra taça, mexendo o restinho de vinho que ainda tinha e olha pra mim, me encara por uns instantes. Apesar da dúvida, pra mim aquilo parecia cara de homem safado pedindo pica... Era tudo que eu queria, mas queria ver saindo da boca dele pra saber se era verdade.
- A gente pode sei lá, se ver mais vezes se gostar da companhia...
Não me aguento, largo a taça na mesa e ele também, nos aproximamos ao mesmo tempo, sem dizer uma palavra e começamos a nos pegar. Ele tinha cheiro de perfume ambarado, que eu respirava em plenos pulmões, ele me beijava com a sede de quem não via um homem fazia séculos.
Quando vejo ele estava deitado em cima de mim, me devorando, tiramos as camisetas e sinto aquele peito peludo encostando em mim, que tesão... nossas cinturas estavam tão encostadas que começamos a roçar de um lado pro outro os paus eretos querendo sair... Acabamos tirando a calça e cueca também.
Ele volta pra cima de mim e esfregamos um pau no outro, inchados, babando, agarro a bunda dele ajudando nos movimentos.
- Que isso, desse jeito eu não aguento.
- Não precisa se segurar, safado, sei que você queria a minha rola na sua desde a primeira vez que nos vimos.
Que safado, quem diria hein? Fico cada vez mais excitado e gozamos juntos... Meu gozo se mistura com o dele, e continuamos aquela noite de vinho com sexo com meu vizinho, agora íntimo do jeito que eu queria desde o começo.








