Chegou o mês de outubro e com ele, organizamos aqui as principais informações que você precisa saber sobre a prevenção do câncer de mama, o tipo mais incidente entre as mulheres do Brasil e do mundo.
Embora não seja possível evitar todos os casos de câncer de mama, alguns hábitos podem contribuir para reduzir o risco, enquanto o rastreamento adequado pode favorecer a detecção da doença em estágios iniciais. Continue a ler este texto do blog da Exclusiva para saber tudo sobre o assunto!
O que é câncer de mama?
O câncer de mama acontece no organismo quando há um crescimento descontrolado das células mamárias, formando um tumor maligno. O câncer de mama acomete principalmente mulheres, mas também pode ocorrer em homens. Pessoas trans e não binárias também devem conversar com profissionais de saúde sobre cuidados e rastreamento de acordo com sua anatomia, histórico e fatores de risco. O risco aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos.
Atenção aos principais sintomas
Antes de apresentar os principais sintomas, é importante informar que nas fases iniciais, o câncer de mama frequentemente não causa nenhum sintoma perceptível. Por isso além dos sintomas, os exames de rotina fazem muita diferença.
Alguns sintomas podem surgir e ser sinais de alerta para um atendimento médico, Reforçando que os sintomas podem indicar inúmeras outras causas, nem toda alteração significa câncer, mas é essencial avaliação médica. Os principais sintomas são:
- Caroço no seio, acompanhado de dor ou não;
- Nódulos na axila ou inchaço;
- Pele com aspecto de casca de laranja;
- Coceira persistente no mamilo, sem causa dermatológica;
- Nova alteração no tamanho ou formato da mama, inchaço, encolhimento de um dos seios, assimetria, sem causa aparente;
- Dor persistente;
- Vermelhidão sem causa;
- Sensação de calor em uma área da mama;
- Retração do mamilo;
- Feridas que não cicatrizam na região.
Como reduzir o risco de câncer de mama
Como dito anteriormente, a doença costuma não apresentar sintomas no início, assim, os exames regulares são fundamentais para o diagnóstico e tratamento precoce. Aumentando assim as chances de sucesso e recuperação.
Além disso, não existem formas garantidas que previnam o câncer de mama, mas práticas saudáveis podem reduzir os riscos da doença (e de muitas outras), como: alimentação equilibrada, evitar o consumo de álcool, não fumar e praticar exercícios físicos regularmente.
A amamentação também está associada à redução de risco de câncer de mama, principalmente quando é mantida por longos períodos. Mesmo assim, não é garantia de proteção, assim como a ausência de amamentação não significa que a pessoa terá câncer de mama. Essa associação ocorre por alterações celulares e hormonais que reduzem o número de ciclos menstruais e a exposição ao estrogênio ao longo da vida.
Principais hábitos e exames para detecção
Geralmente os exames de rotina são indicados pela ginecologista, mas caso você note os sintomas citados anteriormente, também pode buscar por um oncologista ou mastologista.
Existem diversos tipos de exames capazes de ajudar no diagnóstico da doença, alguns mais específicos como marcadores tumorais, testes genéticos, ressonância magnética, exames de IHC e FISH e biópsia. Outros mais comuns, como:
1. Autoconhecimento das mamas
Antes de citar os exames, é importante citar a observação e palpação no dia a dia para reconhecer o próprio é um hábito que torna possível notar caso alguma alteração surja. É importante reconhecer visualmente e palpando as mamas, notando alterações como tamanho, formato, cor, assim como a presença de inchaços, caroços, nódulos, saliências, secreções e rugosidades.
2. Mamografia
Este exame é considerado o principal exame de imagem para diagnosticar e acompanhar o câncer de mama, pode identificar lesões antes mesmo que sejam palpáveis. As alterações notadas podem ser lesões, nódulos, tumores, entre outras alterações.
Todas as pessoas com útero de 50 a 69 precisam fazer este exame de rotina a cada dois anos, mesmo que não haja nenhum sintoma.
3. Ultrassonografia
Geralmente é indicada para mulheres abaixo dos 40 anos. Ela detecta a presença da nódulos, até mesmo podem identificar se são benignos ou não.
Quando o risco de câncer de mama é maior?
O risco de ter câncer de mama é maior em pessoas que tiveram parentes (principalmente mãe, irmã ou filha) que tiveram essa doença antes dos 50 anos de idade. Além de quem já teve câncer em uma das mamas ou de ovário. Tais situações podem precisar de exames com maior frequência e iniciar a fazer mamografia antes dos 40 anos.
Ou seja, existem fatores de risco ligados a genética, idade e histórico familiar. Assim como fatores que podem ser trabalhados ao longo do tempo com hábitos saudáveis, como excesso de peso, sedentarismo e consumo de álcool.
Apesar de raro, homens podem desenvolver
Embora seja muito mais frequente em mulheres, homens também podem desenvolver câncer de mama. Por isso, alterações suspeitas nas mamas também devem ser investigadas. Ou seja, independente do gênero, é preciso ter atenção aos sinais e buscar atendimento médico caso haja alguma alteração. Boa parte das vezes o diagnóstico é tardio por falta de informação.
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