A incontinência urinária, caracterizada principalmente pelos escapes, pode causar diversos prejuízos à saúde até mesmo sexual, mas infelizmente é normalizada por muitas pessoas que demoram a buscar diagnóstico e tratamento.
Continue lendo este texto do blog da Exclusiva para saber tudo sobre incontinência urinária, o que é, principais tipos, sintomas, causas, tratamentos, prevenção e até mesmo como pode afetar o sexo!
O que é incontinência urinária?
A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina, ou seja, quando há escapes sem que a pessoa queira. Pode acontecer em pessoas com vagina, com pênis, entre diversas idades, até mesmo em crianças, mesmo que a prevalência seja na fase do envelhecimento.
Infelizmente há muito tabu em relação à condição, muitas pessoas sentem vergonha e acabam demorando pra procurar ajuda médica. Sendo que esse é o passo essencial para realizarem o tratamento e melhorar o bem-estar.
Principais níveis e tipos de incontinência urinária
Apesar do sintoma sempre ser a perda de urina, há diferentes formas pelas quais isso pode acontecer, características que diferenciam os principais tipos de incontinência urinária. Veja cada uma delas:
1. De urgência/bexiga hiperativa
Neste caso existe uma vontade repentina e incontrolável de urinar. Muitas vezes a pessoa não consegue chegar ao banheiro para esvaziar a bexiga a tempo. Biologicamente falando, o músculo detrusor não relaxa adequadamente durante a fase de enchimento, por isso também o nome de bexiga hiperativa.
2. Por esforço
Geralmente acontece quando a pessoa espirra, ri intensamente, pula e outras situações, provocando aumentos repentinos na pressão intra-abdominal que faz com que a bexiga não consiga suportar a pressão.
3. Por transbordamento
Acontece em casos que a bexiga não “avisa” que está cheia e perde a capacidade de se contrair adequadamente e acaba transbordando.
4. Mista
É quando existe uma associação entre a incontinência por esforço e de urgência, então a pessoa pode perder urina tanto por aumento da pressão intra-abdominal quanto quando há uma vontade incontrolável de urinar.
Atingiu (até 2020) 72% das mulheres do mundo
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia de 2020, a incontinência urinária atingiu 72% das mulheres no mundo. Sendo 20% em mulheres adultas e 50% em idosas.
Sendo que entre 2020 e 2024 houve mais de 29 mil cirurgias para tratar o problema pelo SUS, um número considerado baixo quando comparado com outros países, o que evidencia o quanto é necessário buscar por ajuda médica.
Causas mais comuns
A sexóloga e sócia da Exclusiva, Camila Gentile comenta sobre as possíveis causas da incontinência urinária “Pessoas que têm histórico de obesidade, atividades de alto impacto (corrida, crossfit, ciclismo), que passaram por partos naturais difíceis tendem a ter incontinência urinária ou problemas ligados ao assoalho pélvico”.
Ela ainda complementa “Outro fator que pode agravar o quadro nas mulheres é a baixa de estradiol que tensiona os músculos e a menopausa”. Além disso, também é possível que doenças como diabetes, neuropatia central, acidente com lesão no períneo e deficiência de colágeno sejam possíveis causas.
Sendo que nas pessoas com pênis, há causas específicas que podem causar o quadro como prostatite, doenças neurológicas, tumores, distúrbios hormonais, entre outros. Assim, é possível perceber que as causas são bem diversas. O bom é que há tratamento e até mesmo medidas de prevenção.
Como a incontinência urinária pode afetar o sexo?
Dentre diversas áreas que a incontinência urinária pode afetar, uma delas é a sexual. Ter escapes, seja qual for o tipo, pode gerar insegurança e medo para a relação sexual, tudo isso pela vergonha de vazamentos que pode diminuir o desejo e a excitação.
Por isso, esse problema pode levar até mesmo a evitar a intimidade. Mas é importante realizar o tratamento, esvaziar a bexiga antes das relações, realizar o fortalecimento da musculatura pélvica e ajustar posições.
A Camila também resume como ela pode afetar o sexo “De várias formas: Isolamento íntimo, perda de urina no momento íntimo e o medo do odor pode influenciar emocionalmente também”.
Incontinência urinária: possíveis tratamentos
Agora que você entendeu melhor como ela pode prejudicar, saiba também sobre as alternativas de cuidar dessa condição. Existem inúmeros tratamentos que vão depender do caso, do organismo da pessoa e da orientação médica. Segue os principais:
- Estilo de vida equilibrado: rotina como não deixar a bexiga cheia por muito tempo (por mais de 3 horas), dieta balanceada, reduzir ingestão de líquidos à noite, assim como bebidas alcoólicas e cítricas;
- Controlar doenças como diabetes e infecção urinária;
- Cirurgia para casos em que essa for a melhor alternativa.
O fortalecimento do assoalho pélvico também pode ser uma forma de tratar a doença, mas não em todos os casos, a Camila explica: “Em alguns casos não se recomendam exercícios de fortalecimento pélvico. Casos em que a incontinência seja proveniente de: incontinência por urgência quando a pessoa não consegue nem chegar ao banheiro. Hiperatividade muscular se houver músculos muito tensos ou com espasmos o foco será relaxamento. Assim como causas não musculares como prolapso uterino e infecções urinárias”.
Tem como prevenir incontinência urinária?
Depende do caso! De fato, alguns hábitos podem ajudar a reduzir as chances de ter incontinência urinária, principalmente quando é proveniente do enfraquecimento do assoalho pélvico (fazer exercícios para fortalecê-lo pode ajudar).
Controle de peso; prática de atividade física com orientação para fortalecer a região; diminuir a ingestão de alimentos cítricos, bebidas alcoólicas, cafeína e não deixar a bexiga cheia por muito tempo são hábitos que podem ajudar na prevenção.
Você tem ou conhece alguém que tenha incontinência urinária? Envie este conteúdo e deixe o seu comentário. Aproveite também para conhecer os produtos eróticos na loja da Exclusiva que além de serem ideais para o seu prazer, também ajudam a fortalecer o assoalho pélvico e a cuidar da saúde íntima!










