A sexualidade humana é muito ampla e diversa e não pode ser limitada a um único padrão. Entre os termos recentes usados para descrever diferentes formas de atração está a simbiossexualidade, você já ouviu falar?
Neste texto do blog da Exclusiva você vai descobrir tudo sobre este tipo de atração, como ele pode ser vivenciado e identificado.
O que é simbiossexualidade?
O termo simbiossexualidade foi criado para descrever uma forma de atração emocional, romântica ou sexual por duas pessoas que se relacionam entre si, especialmente pela dinâmica existente entre elas. A palavra vem de simbiose, que na biologia significa relação de troca entre organismos.
Não é necessariamente sobre achar as pessoas atraentes individualmente. Quem relata esse tipo de atração pode se sentir atraído justamente pela relação que percebe entre elas.
Onde surgiu este termo?
O termo foi apresentado por Sally W. Johnston e C. Schoenfeld em uma conferência sobre estudos de sexualidade, em 2021. Em 2024, Johnston publicou o estudo ‘Symbiosexual Attraction: An Integrated Mixed-Methods Study’ na revista científica Archives of Sexual Behavior. No estudo, o termo é descrito como atração pela “energia, multidimensionalidade e poder” compartilhados entre pessoas que estão em uma relação.
Desta forma, diversos aspectos do casal podem despertar tal atração, como tensão sexual, conexão, cumplicidade, química, entre outros. No estudo, 145 dos 373 participantes (38,9%) relataram já ter sentido atração por casais. Entre os 143 que responderam às perguntas específicas sobre experiências com casais, 70,6% relataram experiências sexuais e 59,4%, experiências românticas ou de namoro.
Características de casais associadas à atração simbiosexual
Diversos aspectos da dinâmica de um casal podem despertar atração simbiossexual. Entre os mais citados, estão:
- Química: cada casal possui uma energia diferente que os atrai e também pode ser um ponto que atraia outra pessoa. Seja uma dinâmica mais leve, altamente sensual, divertida. São inúmeras e distintas possibilidades, que muitas vezes não têm explicação.
- Fluidez de gênero: no estudo realizado pela pesquisadora Sally também foram observados relatos de pessoas que se atraem pela expressão de gênero flexível do casal, ou seja, quando não parece haver limites claros entre feminino e masculino.
- Intimidade e conexão emocional: há quem se atraia também por casais que demonstram ter boa conexão, comunicação emocional, respeito e pareçam lidar bem com as questões emocionais.
- Diferenças entre os indivíduos: algumas pessoas simbiosexuais também se atraem por casais que têm histórias distintas, assim como visões políticas, aparência e outros aspectos aparentemente opostos e mesmo assim demonstram conexão e possuem uma boa relação.
- Combinam fisicamente: para outras pessoas a atração pelos casais acontece de forma física, quando para a pessoa eles combinem muito juntos. Formando uma estética complementar e atraindo essa outra pessoa.
Diferença entre simbiossexualidade, poliamor, desejo por ménage e outras práticas
Há outros termos que se aproximam, mas não são necessariamente simbiosexualidade, como o poliamor e a não monogamia e são formatos de relação ou dinâmicas de casais, ménage e voyeurismo que são fetiches, entre outras possibilidades.
O que difere a simbiosexualidade é que não necessariamente há uma relação com mais de uma pessoa, e sim, a atração pela energia afetiva/sexual de um casal. Uma pessoa simbiosexual pode ser poliamorosa, não monogâmica, ter vontade de fazer um ménage, mas não necessariamente.
A identificação pode libertar e validar tal atração
Não é necessariamente sobre rótulos, mas sobre identificação. Quem conhece essa forma de atração e se identifica pode entender melhor o que sente, validando a própria forma de atração.
Muitas pessoas também disseram que a descoberta foi inesperada e desconhecida, que a linguagem e o reconhecimento colaboraram para que validassem e aceitassem a própria atração como algo “normal”.
Ou seja, uma forma de ajudar a conhecer melhor a si mesmo e até mesmo a notar identificação com atração por múltiplos gêneros como bissexualidade e pansexualidade, ou até mesmo com formas de atração por múltiplas pessoas ao mesmo tempo como o poliamor.
Diversidade do grupo
No estudo também foi observada a diversidade das pessoas simbiosexuais. Apesar de boa parte dos participantes se identificasse como queer e não monogâmicos, também houve variedade de idade, raça, classe social, etnia e escolaridade, o que mostra que tal atração não está restrita a um grupo em específico.
A atração humana continua sendo um amplo campo de estudo para ser entendido de forma mais profunda em diversos aspectos mentais e emocionais. Ainda é cedo pra entender se o nome se tornará um “rótulo” mais conhecido como outros tipos de atração, mas o conceito já pode contribuir para que algumas pessoas compreendam e validem melhor a própria experiência de atração.
E você, já tinha ouvido falar em atração simbiossexual? Envie para quem precisa saber sobre o assunto e comente o que achou. Conte com a Exclusiva para saber mais sobre sexualidade e garantir os produtos eróticos que podem melhorar ainda mais o seu prazer!








